Hoje eu cessei as doses gigantescas de suco de laranja e me permiti provar um destilado. Coisa rara, porque entendo as consequências do gesto com antecipação.
-- Foda-se!
Ando precisando, mesmo, tergiversar, não sobre as diletâncias das palavras com que me deito e sonho, mas sobre as práticas de uma vida insossa, que precisa, urgentemente, transitar!
Eis-me aqui, sentado, sozinho, desde sei-lá-quanto-tempo, absorvendo as culpas que me são imputadas pelo mundo -- o mundo meu, claro! Culpa porra nenhuma!
Eu sou um cara com quem gentes pensantes se dão muito bem! Vá lá, tem uns e outros que merecem um belo soco no nariz, mas nunca levo as rixas para "finalmentes" diferentes de que apenas as palavras podem cuidar.
Minha companhia, neste sábado, é um delicado rodopiar, suficiente para permitir-me dizer "caralho" como interjeição, sem ficar vermelho de vergonha, diante de mais um caso inusitado de catarse autoinflingida.
Yo soy el que soy y no quiero, pero tengo un placer para mí: If I want, I do, I do not ask if I do, I assume wanting.
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