terça-feira, 21 de setembro de 2010

Eu gosto de provocar dor?

Nunca! Magoar alguém por prazer ou insensibilidade? O que é isso?

Acontece, de vez em quando. Coisas desse meu jeito. Algumas dores, contudo, aquelas que eu não sei como as provoquei para pedir desculpas convenientemente, os males que certas pessoas guardam para si mesmas, eles me maltratam como projéteis que se voltam para mim, refletidos num espelho!

Estou sentindo esse martírio, mais uma vez! É um sofrimento horrível! Não sei se foram as palavras, os jeitos ou os acasos. Não sei se eu deveria mentir para aqueles que estimo ou se a omissão está boa, na medida em que minhas verdades são envenenadas! Não posso proferi-las! Não posso, sequer, ser eu mesmo!

Se pedir perdão é pouco, pelo pouco que imagino pode ter sido o mal, estarei, já, no inferno, pagando pelos meus erros? Se a intenção é essa, ela atingiu seus resultados.

Reminiscência

Se todas as pessoas de um determinado lugar, que perguntam como estou, todos os dias, recebessem as respostas que eu gostaria de dar, jamais cruzariam comigo outra vez! Eu, certamente, seria "promovido" para um serviço burocrático num depósito, sozinho!


Não é por minha causa! É por causa DELES! Asco!

Muito misantropo para o meu gosto!

Cacete! Descobri que o nome escroto que escolhi para essa merda de blog já tinha sido usado, antes, aqui:

http://elmisantropo.zip.net/

O cara não escreve desde 2007. Parece que tirou férias e encontrou o nirvana! Ou morreu...

A putaria que me ocorre é nem sobre ética, mas sobre originalidade. Troco a porra desse nome ou não?

(pergunta retórica! Palavrões novos na minha experiência de expressão. Foi bom: parti para a orgia, logo de cara! Se eu fumasse, tragaria um!)

ADENDO: tem mais um:

http://antropophobia.blogspot.com/

Putaquepariu!

A falta que a chuva dói!

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Do meu celular.

Políticos!

Aproveitam mesmo o sofrimento do cerrado para fazer campanha! Esse, apareceu mal!
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Do meu celular.

No meio do caminho...

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Do meu celular.

Páginas de um diário (*)

(*) parte escrita em 10/9/2010, mesclada com outra, de 16/9/2010. A compilação foi dirigida "ao vento", há menos de uma semana. Segue para ele, novamente.

Essa noite passou estranha, quero dizer, foi como tantas que tenho, quase todos os dias. O misto de sono com adrenalina, sabem?, que faz a gente parecer um zumbi, ora crendo que dorme, ora arregalando os olhos. Minha sorte é que já nem sinto mais, é fato, os dias passam como transe, sonolentos, e eu ali, firme: “o cara está com o pique todo”...

O relógio apitou lá pelas cinco e quinze. Depois da rotina matinal, peguei o mesmo trânsito, antes das seis, e cheguei, pontualmente e solitariamente, com o sol ainda amarelando o horizonte. Depois, a rotina básica do gabinete, por minha conta e gosto: abro as portas, acendo as luzes, ligo a máquina de café para a Maria e sento diante do “poderoso” Lenovo, com plaquinha de patrimônio exigindo o tempo todo: "não me leve daqui"! Claro que não!

Maria acaba de entrar com o sorriso congelado e sincero, como de costume: “bom dia!”. Bom dia, Maria! Nossa, Maria, hoje eu esqueci da máquina de café! “Tem problema não”!

Estou a dois dias de uma sabatina que me corrói por dentro! Tenho tanta coisa para estudar e não dou conta! Odeio esse sistema que ainda nos obriga a decorar informações quando, no dia-a-dia, tudo está ao alcance de uma “googlada”! Não basta assimilar o pensamento complexo, seja lá de quem? “Não, senhor! É preciso tê-lo na ponta da língua, para que o use com ar professoral, pois o curso é uma licenciatura”! E daí? Não quero ser professor! “Ordens da casa, senhor”!

Paciência!

Sinto-me um velho! A maior das tristezas do meu "eu" ancião  é essa: minha memória é absurdamente seletiva! Não é porque eu quero e parte do motivo de ser assim, indiretamente, é porque sou refém das necessidades multitarefas do novo mundo, que se constrange com a "univalência" do pensamento, com a concentração de esforços para uma tarefa em favor da sua excelência.

O Google retirou da minha rotina a Encyclopedia Britannica, a Delta-Larousse, a Barsa (lembram-se da Barsa?)! Por outro lado, sou bom em encontrar a informação onde ela estiver, com precisão e rapidez. Sei fazer relacionamentos onde eles cabem e separar idéias distintas para que não se combinem em silogismos monstruosos. Sei e erro, muitas vezes, mas preciso dizer, por justiça, que erro menos menos hoje que ontem! Se, pelo menos isso, não houvesse de positivo, quando a memória se vai, muitas coisas não valeriam a pena.

“Bah! Quanta besteira! O dia começou, cara”!

É, eu sei!